segunda-feira, 24 de novembro de 2008

olhos azuis

Sou bem vagabunda quando o assunto é novela. Adoro. Quando a primeira tevê chegou em casa, ficava grudada na Tupi e, confesso!, ouvia novela num radinho de pilha todas as tardes, naquela horinha depois do almoço quando as crianças eram obrigadas a dormir. Virou vício. Qualquer uma me pegava.
Foi aquela favela horrorosa, com aqueles atores e cenários medonhos e personagens que não faziam sentido que devolveu o horário das oito. Ainda gostava de Beleza Pura, às sete horas. Novela das seis nunca vi. Agora são as três insuportáveis irmãs e aqueles projetos de surfista seguidos pela igualmente medonha novela das nove que me jogaram de boca nos seriados.
Vejo todos: inteligentes, babacas, divertidos, adolescentes, históricos, familiares, investigação, (os violentos-burros-de-algum-lugar-do-futuro eu detesto). Assisto na tevê mas prefiro a imersão no DVD. Estou apaixonada pelos olhos azuis e pelo inacreditável senso-de-humor-malvado do dr. Gregory House. Ontem quando vi que tinha chegado o box da quarta-temporada na locadora, pirei. Fui dormir à 1h30 da manhã. Ele é como um bom livro, merece.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

saudades

Nunca fui saudosista. Pelo contrário. Sempre achei que a vida anda para frente, que não adianta chorar o leite derramado (depois que derramou) e que o lugar do passado é lá onde ele está: no passado. Mas hoje me peguei nostálgica, olhar perdido nos faróis da rua, ouvindo um CD de músicas muito antigas, trilha sonora dos primeiros anos de adolescente. Senti saudades da minha mãe que traduzia as letras das músicas que eu amava, do meu pai que conseguia entender a beleza de McArthur´s Park, da emoção singela que sentia ao ouvir aquelas músicas, e da inocência de acreditar que a vida seria romântica do jeito que eles cantavam. Por um minuto desejei que uma força superior atendesse os meus pedidos e que eu voltasse a acreditar em finais felizes. E então percebi o tempo que se passou entre os dois momentos e que nada mais será como antes. Me dei conta que acabei de perder meu pai, que já não tenho mãe, e que o amor talvez não seja como ainda hoje eu quero acreditar que seria. Sou uma romântica que acredita em pensamento mágico. E não sei dormir com um barulho desses.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

matracas de plantão

Outro dia li na revista Nova uma lista de ins e outs bobinha mas com um item curioso:
in - falar de vc
out - não deixar os outros falarem
OK! acho que falar sobre a gente é muito chato, ninguém é tão interessante que mereça ser tema de monólogo, a não ser quando perguntado. Mas é "menos pior" do que matraquear sem parar.
E pergunto: por que tem gente que fala sem parar, corta os assuntos, interrompe, não escuta e fala ao mesmo tempo? Será que eles se acham mais interessantes? Não estão nem aí para os outros? Entram nos assuntos como em uma competição de Fórmula 1, quanto mais rápido melhor? Ou, como aponta um teste da mesma revista, fazem de um tudo para estar no palco?
Sei lá.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

tempos modernos

Somos um dos mais modernos países do mundo em termos de eleições. Nossas urnas eletrônicas são admiradas e, talvez (ignorância minha), o Brasil até esteja exportando essa tecnologia. Daí vem a pergunta que não cala a cada eleição que passa: por que ninguém pensou em montar uma sala especial para eleitores com limitações físicas? Senhores de muita idade, cadeirantes, jovens acidentados se arrastam, ou são carregados, escadas acima para cumprir o dever cívico. Custava montar uma sala no térreo? Não pode ser tão dificil...

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

é preciso justificar?

Não votei no primeiro turno. Estava em Alagoas a trabalho. O que é muito mixo para os padrões do Tribunal Regional Eleitoral e motivo de penalização. Cidadã consciente, procuro cumprir com minhas obrigações sociais: pago aquela montanha de impostos em dia, tanto os de pessoa física quanto jurídica, mantenho meus documentos em ordem, quase não tenho multas de trânsito e justifiquei as duas únicas vezes em que não votei. De graça. Mas morava em Nova York, o que vamos e convenhamos, é chique a beça. Semana passada fui justificar a minha ausência, mesmo sabendo que tinha até dezembro e poderia (melhor: era obrigada a) votar no segundo turno. Para agilizar o processo entrei no site do TRE e levantei tudo o que tinha de levar. Munida dos documentos, comprovantes das passagens de ida e volta e formulário preenchido fui até o meu tribunal (é, cada um tem o seu). Enfrentei uma fila para dois funcionários e quando chegou minha vez fui informada que justificativa só para quem viaja para o exterior ou está doente, para o Brasil não vale, mesmo a trabalho. Tem que pagar taxa. Perguntei para o atendente por que a informação não estava no site. Ele me respondeu um vago "é... deveria estar... o site é assim mesmo...". Me dirigi ao posto dos Correios do outro lado da rua, nova fila, paguei exatos R$ 3,51 (segundo o meu atendente a taxa mais cara do Brasil, afinal aqui é São Paulo, em outra praças é coisa de R$ 1), voltei e pude furar a fila para receber a assinatura na minha justificativa. Ninguém olhou nada, nenhum papel, nenhuma justificativa. Deram-se por satisfeitos com os R$ 3,51 (continuando a explicação: se for mais caro fica pesado para quem tem de justificar muitos não comparecimentos e nosso país é pobre...), carimbaram meu comprovante e pronto. Tinham se passado 2 horas e eu estava R$ 3,51 mais pobre... O que aconteceu com minha justificativa? Nada. Ninguém me pediu, ninguém quis ver. "Guarda caso te peçam", me disse o mesário.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

marqueteiro marca-barbante

Não sou petista. Nunca fui. E para ser sincera tenho profunda antipatia pelo Partido dos Trabalhadores. Mas tenho vontade de entrar em contato com o marqueteiro da candidata a prefeita Marta Suplicy e perguntar: "o senhor está fazendo campanha para o Kassab?". Qualquer pessoa com dois neurônios percebe que a campanha se debate como um afogado em estratégias pífias.
Começando pela musiquinha: ela fala do Kassab, e só depois de chamar atenção para o nome do candidato cita defeitos. Nessa altura você já não está mais prestando atenção porque o som é chato. O finalzinho de uma das músicas fala algo como "voltar a ser feliz", quem viveu quatro anos sob a gestão da Marta não foi feliz, e se lembra bem disso. É só conversar com um motorista de taxi. Só os xiitas se recusam a mudar de idéia. Enquanto que o Democrata canta sorria, sorria... outro astral.
Achar que a figura do presidente é lastro pode dar certo no Nordeste, nunca em São Paulo, cidade cosmopolita que não vive mais na era do voto do cabresto. Essa é uma leitura antiquada do comportamento paulistano.
E mais: atacar o adversário com argumentos como "não ser casado e não ter filhos" é tão absurdo quando sugerir que ele seria gay. Desde quando marido e filhos são garantia de caráter? Nossa ex-prefeita foi casada, tem filhos e netos e portou-se horrivelmente mal quando usou o senador como escada política e trocou o marido pelo amante argentino. Ou preferência sexual é sinal de incapacidade administrativa. Se existem suspeitas sobre a masculinidade até do presidente americano Franklin Roosevelt, falar uma bobagem dessas ou é sinal de burrice, ou suicídio político.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

solta no ar

Highlander se foi. Não resistiu. Calmamente partiu dormindo, sorrindo levemente, talvez por saber estar indo encontrar a família, os amigos, a mãe, o pai, por quem chamava nas noites de aflição. Perdi meu pai na manhã de sábado, depois de sonhar com a notícia, de ser iluminada por uma brilhante e linda luz dourada que se apagou talvez na hora em que ele foi embora. Amigos estão sendo queridos, recebo manifestações de carinho e as pessoas me perguntam: "e como você está?". Não sei. Não tenho a menor idéia. O mais estranho é, como me disse Ella Durst, a sensação de orfandade. Sou órfã. Não uma pequena órfã já que, como dizem, estou "entrada nos anos". Mas no sentido global da palavra: não tenho pai, mãe, nunca tive filhos e nem fui casada, não tenho (no momento) companheiro. Tenho amigos, muitos. Irmã, sobrinhos, um sobrinho-neto. Mas sou (estou) completamente solta, desgarrada. É uma sensação muito estranha saber que nada me amarra, segura, prende. Que, por ser uma, posso ser uma folha que voa no vento.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

mãe com emoções

Às vezes, acordo pensando que não tenho mais idade para ter grandes emoções, ou talvez que não mereça mais ter, mas quando ela aparece, vem com uma violência que me entorta. Fiquei sabendo que vou ser avó!!! quase desmaiei.... mas adorei.
E hoje, meu filho que já tem 33 anos, e está viajando pelo Brasil de carro, pela enésima vez, me ligou e disse: "cai numa roubada", um guarda rodoviario federal, de Imperatriz, Maranhão, me parou, revistou meu carro, e botou um saco de pó branco no porta malas, e disse, "São 5 mil reais para voce sair desta fria!" ele (meu filho) e a mulher dele, ficaram em pânico. Ela teve que ficar no posto rodoviário (como garantia) enquanto ele ia pegar o dinheiro. O guarda, gentilmente, ensinou onde tinha um Bradesco 24 hrs. A brincadeira saiu em R$ 1mil, isso para evitar de ser preso, mesmo s em ter feito nada! Isso é o Brasil !!!

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

besteirada

A quantidade de absurdos que a gente tem de engolir no horário político é inacreditável. Devia ser proibido falar tanta besteira, propor tanta bobagem. Dá vergonha. Eleitor não é burro e não acredita em duende

churrasquinhas

Existe alguma coisa mais cafajeste e machista do que o anúncio da semana de lingerie da Renner?
"É hoje, é hoje...", os caras só faltam babar. Mulher não é churrasco para ter dia para comer

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

11 de setembro

Amanhã é 11 de setembro, o dia em que o mundo mudou. Hoje fizeram o primeiro teste com hátons, prótons e neutrons para entender como o mundo começou. Qual será o fim disso? perguntaria minha avó.

mulheres em ruínas

Será que a Marta Suplicy, dona Marisa Letícia e a Ana Maria Braga não tem espelho em casa? E se tem, aquela entidade que respondia para a madrasta da Branca de Neve não grita de medo? Vaidade tem limite, minha gente. Essas senhoras estão deformadas.
Mais um pouco e a Ana Maria Braga morde a própria orelha. É tanto preenchimento que ela não consegue articular as palavras e nem aquele papagaio entende mais o que ela fala.
Dona Marisa parece desenho de criança, o rosto é um círculo com quatro risquinhos, uma mulher-pizza.
Já o preenchimento da Marta Suplicy está se desfazendo, as bochechas estão caindo, a boca entortando, parece desenhada por alguém com enxaqueca. E depois que ela mudou de penteado e cor do cabelo para parecer simplezinha (ou será que é para não ser confundida com a Marisa Letícia?) ... sem comentários

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

ratoeira

São Paulo, 27 de agosto. Saio de casa para almoçar na casa de um amigo na Bela Cintra. Começa aí o meu calvário. Preciso comprar três presentes e, sábia, decido parar no estacionamento - quase não se estaciona mais nas alamedas. Naquela esquina da Consolação com Oscar Freire. Fico no meio entre a loja e o almoço. Perfeito. Deixo meu carro e quase tenho um enfarte: o rei do pedaço cobra R$ 15 a hora + R$ 5 a segunda + R$ 3 todas as outras. Comento:
- Caro esse estacionamento. Só porque é o únido da região... Responde o moço:
- Tem gente que acha... tem gente que não... a maioria não... Facada no peito, sou de outro bairro, de outro nível, de outro planeta. E arrisco:
- Mas mesmo assim é caro... Ele me olha com a superioridade dos caixas dos estacionamento de bairros chiques e me atira:
- Mas aqui é o boulevard da Oscar ...
Saio como uma chaleira, apitando e soltando fumaça. Estou indignada. O almoço é uma delícia, 15h15 vou pegar meu carro para ir pedir o reembolso de uma biópsia (faço parte daquele universo de pessoas que, sim, pede reembolso - para seu governo rico também pede só não que levar a documentação). E aí começa a novela "você mora em São Paulo? bem feito, quem mandou..."
A seguradora fica na Rebouças, na mão que desce. Faço meu caminho para fugir dessa avenida-inferno e vou por dentro dos Jardins (na mão que sobe), entro numa pracinha, como fiz a vida inteira, para cruzar a maldita. E quem disse que cruza? Começo a andar em círculos. Nenhuma rua dá em lugar nenhum, todas são contramão, você fica andando feito um peru bêbado sem conseguir sair dali. Entra numa rua, cai na outra, que volta para a mesma, e assim infinita e enlouquecedoramente. Desisto. Vou voltar para casa, onde ufa! eu também trabalho. Faço o caminho de sempre. Está parado.
Munida de todo treinamento yogue, faço respirações relaxantes, meditações, exercícios para o pescoço, as costas e vou indo devargazinho, até que no meio da Bela Cintra descubro dois caminhões dos bombeiros, uma ambulância, um monte de amarelinhos, cacos de vidro na rua, gente olhando. Deve ter sido coisa feia. Perdão, perdão, perdão pela minha intolerância. Consigo chegar em casa às 16h30 (não, não moro na Zona Leste, e nem em Jundiaí).
Entro em casa destruída. Depois de anos de trégua, as luzes da enxaqueca começam a piscar nos meus olhos. A dor de cabeça chega com tudo. O corpo endurece e gela. Perdi a tarde para chegar em lugar nenhum. Não consigo trabalhar, olhar o computador. Minha cabeça parece uma geleca.
Ouvindo a tevê à noite descubro a causa do caos: as meninas do vôlei passearam no caminhão dos bombeiros pela cidade...
Faça-me o favor!
Quem teve a idéia de jerico, de numa cidade feito São Paulo, com o trânsito caótico e todos os problemas que tem, colocar aquelas meninas para desfilar em carro aberto? A cidade parou, quem tinha compromisso se ferrou, e qualquer alegria pelo ouro foi trocada pela raiva de quem estava no carro e não tem tempo para ficar na calçada agitando bandeirinha e picando papelzinho pra jogar da janela. Ainda bem que só ganhamos três medalhas, já imaginou o tamanho da encrenca?
Não cabe mais, nesse inferno de cidade, esse tipo de patriotismo babaca. Até porque du-vi-de-o-dó que aquelas moças ganharam por causa de algum grande incentivo desse governinho de merda.

domingo, 27 de julho de 2008

vida lôca

Curiosos os novos tempos para um freelancer: você tem menos clientes fixos, ou seja menos trabalho a fazer e menos dinheiro a receber. Começa a dor de estômago. Aí aparece um job, e você trabalha mais do que se tivesse duzentos clientes e ganha beeeemmmmmm menos. Aí vem a gastrite, quiça uma úlcera, como falou meu médico. Falta de Bahia, comentou um amigo.

sábado, 7 de junho de 2008

Guia é uma praga

O guia coloca uma música turca suave no CD player da van. O som promete ser a trilha sonora perfeita para uma viagem por um dos berços da civilização. Estamos na Capadocia. A paisagem é feita de pedras em forma de chapéu de duende, condomínios da Antigüidade onde morava o povo da Anatolya. Respira-se história. Tudo parece perfeito: meu quarto com muitos mil anos é uma cova encrustada na pedra, vamos andar de balão, vamos conhecer os subterrâneos onde os cristãos se esconderam por décadas da fúria romana. Não é bem assim. Nosso guia é um carrasco que nos obriga a fazer o que ele quer, ver o que ele quer que a gente veja. "Senhoras, senhoras" chama ele com uma voz grave e estridente num espanhol estranho; "Valentino" continua ele. Estamos na Capadocia a trabalho, temos uma matéria para fazer, fotos para tirar, e esse senhor rústico nos arrasta por um infindável mar de pedras, aparentemente igual, nos leva a comer as piores refeições e deixa escapar uma certa irritação quando não prestamos atenção ou não queremos escalar a décima cidade de pedra. Guias podem ser uma praga, necessária numa terra onde só se fala turco.

domingo, 18 de maio de 2008

Furos no caso

Perguntas que ficaram no ar:
1. Como e quando o carro do casal Nardelli foi tão bem lavado, se ele não saiu da garagem e vestígios de sangue "fresco" (segundo Cembranelli), só puderam ser detectados com equipamentos sofisticadíssimos? Será que existe um lava-jato no porão do London?
2. Se papai Nardelli ficou na delegacia 20 horas; o pai da criança idem; a polícia ficou no apartamento toda a noite e parte do dia seguinte do crime, a que horas que a "limpeza" aconteceu?
3. Se entre o carro ser desligado e a criança ser jogada existe um espaço de tempo de cerca de 13 minutos, como deu tempo do pai e da madrasta subirem com 3 crianças, contundirem com objeto caseiro, jogarem no chão a ponto de quebrarem a mão, esganarem, pegarem a tesoura, cortarem a tela (que é bem dura e difícil de cortar), defenestrarem a maior delas, limparem a cena do crime, lavarem a fralda e as marcas de sangue pela casa e pelas paredes, sumirem com o objeto que contundiu a pequena e a faca ou tesoura que cortou a tela em tão pouco tempo? Eles devem ser muito bons de gincana...
4. E por que não há hipotese de ter existido uma terceira pessoa na cena do crime, que fez tudo isso e saiu sem ser vista?

Ah, se o Grissom estivesse no comando das investigações da morte da Isabella...

o show de Rakelli

4, 3, 2 1... tem coisa mais bonitinha e destrambelhada do que a Rakelli, personagem da novela Beleza Pura? A garota é uma graça, burra como uma porta, não tem desconfiômetro e nem noção, guincha e não chora, executa uma coreografia inacreditável e tem uma liga fantástica com o Robson-Marcelo-Faria. É genial.

Aliás, Beleza Pura deve estar bombando porque a quantidade de merchandising e toquinhos de utilidade pública e civilidade por bloco é impressionante

quarta-feira, 23 de abril de 2008

o terremoto e seu ladir

Ontem estava sentada no computador quando a mesa tremeu, não achei que era nada, só o cachorro se coçando, mas não era cachorro, era o terremoto, vi mais tarde no anúncio do jornal da Globo.
Enquanto esperava pelo tal jornal, assisti ao "toma lá da cá", quando aparece "Seu Ladir" de pijama cor de rosa, com um coelhinho no colo.... quase cai do sofá de tanto rir.
Depois de dias, só com o caso da coitadinha da Isabela, só o Falabela pra me fazer rir, de chorar.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

highlander

Sexta-feira acordei com um telefonema: seu pai teve uma parada cardíaca, foi reanimado e vai fazer um cateterismo na hora do almoço. Desmarquei meus compromissos e me preparei para o pior. Os últimos três meses do ano passado ele esteve na UTI, passou um mês em coma, ficou meio janeiro internado, foi para casa, voltou para uma cirurgia de vesícula, foi para casa, voltou para o hospital com embolia pulmonar e trombose, teve arritimias e agora era a parada cardíaca. O exame foi um sucesso, duas veias foram desentupidas com stenters (seja lá como se escreva esse nome), e a noite cantávamos modinhas e valsinhas antigas na UTI. E como um menino ele voltou para o quarto. Na madrugada voltou para a UTI e teve de tomar um sossega leão. Sábado foi pego no meio do quarto indo embora para casa. Detalhe: ele não anda. Domingo voltou para o quarto e parece um menino corado atado aos fios. Não, ele não tem 50 anos. Tem 83. E, se as coisas continuarem assim, vai ser objeto de estudos dos tataranetos dos médicos...

quarta-feira, 16 de abril de 2008

só para constar

Como todo mundo que lê jornal, vê tevê sabe, o caso Isabela continua na ordem do dia. Especula-se muito, sabe-se pouco. Enquanto isso a dengue mata - criancinhas - à solta na Cidade Maravilhosa.

Scarlett do serrado

Ontem vi no site do Cesar Giobbi uma foto hilária de nossa excelentíssima primeira-dama, visitando os reis de Holanda, com um terninho feito com o mesmo tecido de um dos sofás da Granja do Torto. Imaginar Marisa Letícia como a Scarlett O´Hara do serrado, arrancando o tecido do sofá para se vestir com ele me delicia. O que me apavora é a cara da mulher do Lula. Ela está desfigurada. Não existe naquele rosto uma única lembrança daquela gordota risonha que ajudava o marido nas campanhas. Há muito ela ultrapassou Marta Suplicy, Gloria Menezes, Hebe Camargo, ícones do dont´do it da cirurgia plástica. Hoje, esperando um farol abrir, vi se aproximar do carro um ser que não sabia se era homem, mulher, humano, se usava máscara. Um rosto deformado, duro, inchado, esquisitíssimo. As expressões das pessoas nos carros eram de espanto. Quando o ser passou por mim, oferecendo sei lá o que, achei que aquele rosto era o resultado de plásticas sobre plásticas, silicone sobre silicone, colocado possivelmente por um travesti pobre enganado por um médico safado. Se for alguma doença rara, me perdoem a maldade, mas dona Marisa Letícia está ficando igual.

domingo, 6 de abril de 2008

O circo está montado

A menina Isabela morreu, a partir daí o circo foi armado pela imprensa de todas as cores. O pai e a madrastaforam sumariamente julgados e condenados, mesmo que tanto os depoimentos quanto as provas sejam fracos, incoerentes. Até pensei em prestar minha solidariedade ao pai, preso em uma delegacia do bairro. A mãe já vestiu sua camiseta. O público chora na porta da casa da menina estrelinha. Jornais e tevê se deliciam com a tragédia que abalou São Paulo, têm sede de sangue. E mesmo que um dos muitos entrevistados chame a atenção para a "falta de provas, inquerito sigiloso, e precipitação", nem povo e nem mídia parecem escutar. É o BBB da Isabela. Parece que todo mundo esqueceu o caso da Escola de Base. Se esse pai for inocentado, quantos minutos a televisão vai dispensar para ele? Quantas páginas de jornal e revista a imprensa escrita vai gastar com a notícia? E quem vai limpar o estrago? Nessa altura, o caso vai ter perdido a graça, o circo foi desmontado, as camisetas doadas e toda essa comoção estará voltada para a nova novela das oito.

quinta-feira, 13 de março de 2008

Forte Knox

Vinha descendo uma arborizada rua dos jardins, e onde antes estava uma casa amigável, daquelas que te convidam para o cafezinho, cresce uma caixa-forte no melhor estilo Tio Patinhas. Uma construção inóspita, muros com mais de três metros de altura, guarita embutida, e portões altíssimos. Quem está dentro não vê a rua, quem está fora não enxerga o interior. Uma casa desagradável, espremida entre outras igualmente despersonalizadas que poluem a bucólica rua Polônia. É a estética do medo que caracteriza esses nossos anos, essa nossa cidade. O que é uma pena.

pergunta básica

Por que o terrorista que durante a ditadura explodiu uma bomba no Conjunto Nacional, merece receber uma indenização de R$ 400 mil + uma pensão mensal de R$ 1.600, devido aos constragimentos sofridos durante o regime militar, enquanto o rapaz que estava de gaiato na hora que as quatro bananas de dinamite explodiram, perdeu uma perna, foi considerado suspeito, passou por um interrogatório violento e teve a casa invadida e revirada pela polícia miltar, merece ganhar, apenas, uma pensão mensal de R$ 400?
Dos dois, qual foi o que realmente sofreu constragimentos durante o regime militar? O terrorista, que hoje é advogado, e trabalhou para o Partido dos Trabalhadores, ou o gaiato que estava no lugar errado na hora errada, perdeu a perna, teve de abandonar o sonho de ser piloto comercial e é corretor de imóveis?
Desde ontem, quando vi a notícia no jornal da noite, não consigo entender essa lógica...

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

4 perguntas em 1

Será que aquele motorista que insiste em ultrapassar pela direita, mesmo sabendo que ele vai virar a esquerda, fica puto porque não consegue, buzina furiosamente, não viu a seta que você vem dando desde a quadra de cima? É distraído? É cego? Ou não sabe para que serve aquela luzinha que pisca prum lado e pro outro?
(sugiro uma campanha: a volta daquela lingueta do fusca, que levantava quando você queria virar)

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Berros e gritos

Ontem ouvi, no jornal da noite, um pedacinho de um discurso do Lula em alguma inauguração. O homem estava transtornado. Urrava. Estava vermelho (acho que de raiva e de bebida). Suava. E gritava coisas como o tratamento recebido pelos bandidos, algo assim. Eu, burrinha, pensei: mas ele não é o presidente? Não seria ele o responsável pelas mudanças no código penal, justiça e etc.? Então por que o destempero? Com quem ele estava tão furioso? A pobre e achacada sociedade, as elites? Mudei de canal.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

passada dois, a missão

Mais um mês ...

Curioso andar à pé pelas ruas do seu próprio bairro, aquelas que há anos você percorre duas, três vezes por semana, levando o cachorro para dar uma voltinha. Fui encontrar uma amiga em um bar, algumas esquinas de casa, e me descobri pensando: o que seria um berçário e pré-escola on line? Bebezinhos vigiados pelas mães à distância, ou por babás virtuais que, por questões óbvias, não chacoalham as crianças? E aulinhas de desenho e massinha pelo computador que a criançadinha esperta descobre teclando antes mesmo de falar? Aqui tem disso. Depois, cruzei com um homem que arrotou no meu ouvido. Eu mereço?

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

tô passada

  • Faz mais de mês que não escrevo uma linha.
  • Uma matéria do jornal da hora do almoço da Globo, aquele com o Evaristo ???, mostrou uma matéria sobre blogs: existem coisa de 700 milhões no mundo, e um sobre o olhar de um artista plástico que nunca ouvi falar sobre o Rio de Janeiro já teve mais de 300 mil visitas. E o meu bloguinho só teve uma com comentário, e o visitante queria me vender camiseta... nada contra, mas imaginava um pouco mais de visibilidade...
  • Deixei de fazer dois trabalhos, estou pelo menos uns 60% mais dura e não sei se estou com medo ou feliz e pronta para novos desafios porque o universo conspira a meu favor...
  • Vou ser avó de um moleque que vai se chamar Antonio, e nem filho tenho... (sou tia-avó mas ele há de me chamar de vó).
  • Meu dedo mindinho está entalado numa ortese (yes, esse é o novo nome da velha tala), que escolhi ter fitas liláses para segurar. Tudo porque, no começo de dezembro, fui tirar umas caixas (vazias) do alto do armário, entortei o dedo, e um certo Dr. Apocalipse (juro), plantonista do Samaritano, disse que não era nada. Rompi um ligamento, meu dedo pode estar sofrendo da síndrome do pescoço de ganso (sem brincadeira), e tenho de torcer pra dar certo e ele não ficar tortinho pra todo o sempre...
  • Morreram aqueles dois baita atores, o Tourinho que abalou Bangu; e o louro lindo de Brookeback (?!) Mountain, que abalou os alicerces da vida cowboy.
  • Pra arrematar, não sei quando meus seriados recomeçam, a greve dos roteiristas ainda não acabou, e descobri que Dead Like Me, um seriado dark-funny sobre anjos da morte, ceifadores de almas, pelo qual me apaixonei, foi tirado do ar em 2004, depois da segunda temporada.