sexta-feira, 25 de maio de 2007

Ah, as orelhas

Me mandaram ao psiquiatra falar sobre orelhas que crescem sem parar. E foi o tema da terapia de hoje. Orelhas grandes, cabeças que ficam perdidas como uvas passas entre duas orelhas imensas, crianças que choram ao imaginar que aquela orelhuda comeu a tiazinha que jazia na cama, exumação de corpos onde os restos da morta são o pó e as orelhas enormes que não param de crescer nem depois da morte. E eu medi: da curva mais alta ao fim do lóbulo minhas orelhas tem 6,5 cm, na régua. Daqui a alguns anos meço de novo e tiro a dúvida. Louca, eu?

quinta-feira, 24 de maio de 2007

Wandooo!!!!

Ontem fomos ver o show do Wando no Bar Brahma, foi o máximo, muito engraçado, muito brega, muito bom, muito cafona, muito sensual (hahahahahahahaha).
Ele é muito feio, muito engraçado, sabe segurar um show de duas hores legal, prende você pelas barbaridades que só ele é capaz de falar.
No fim do show, voam flores, fui lá na frente tentar pegar uma, hahahahaha, ele nem me deu bola!!! mas na hora que voaram as calcinhas ..... peguei uma! branca.... bordada "WANDO" em vermelho! disputada a tapas com um gordo barbudo. Mas ganhei dele.
Fazia muito tempo que eu não ria tanto e me divertia tanto, sem ver o tempo passar. Nota 1000 pro Wando!

segunda-feira, 21 de maio de 2007

minha cabeça encolheu

Estava lavando o rosto, me olhando no espelho, quando percebi: minhas orelhas estão enormes. Se minha sábia mãezinha não tivesse me operado os abanos em adolescente, poderia dizer que sou um morcego. Ou o papa. Teoria que nós desenvolvemos ao procurar no jornal o sucessor do João 23. "Quanto maior as orelhas, maiores as chances". O Paulo 6 tinha orelhas imensas. Os João Paulo também. E minha avó. Naquele momento, tudo o que eu queria era não enxergar de perto, para não ver a realidade. Mas eu vejo de perto muito bem. Sempre ouvi que "as orelhas e o nariz são as únicas partes do corpo que não param de crescer nunca". Qual será o fim disso? Diria minha avó, a das orelhonas. Será que minha cabeça vai continuar a encolher e as orelhas, crescer? Será que vou virar uma velha Pincher? E se o cabelo cair, como escondo as malditas? Por outro lado, sempre posso sair voando, batendo toda alegre minhas orelhas.

As micas

Em março, escrevi sobre as micas, assunto que nunca me passou pela cabeça, em data nenhuma. Ontem lendo o jornal, vi que hoje tem missa de dois meses. Uma delas morreu. Entrei em pânico! será que ela tentou contato comigo??

quinta-feira, 17 de maio de 2007

professora, eu?

Uma vez por semana faço aula de dança. Bolero e salsa. Adoro. O professor é um senhor de cabelos brancos, rabo de cavalo, dançarino de salão profissional, capaz de fazer cabo de vassoura dançar. A aula é numa sala no porão de um sobrado no Bixiga, meio trash mas muito engraçado. Numa das últimas vezes que fui, me peguei no final da aula ensinando truques de alongamento para o professor. Por mais de meia hora. Uma aula. E não é que ontem, ele meio cansadão terminou a aula um pouco antes. Eu brinquei que ele queria ver a novela. Comentamos a facilidade com que a Ana Luiza, uma mulher careta, casada há 34 anos, foi para a cama com o bonitão. E a gente alongando. O professor de vez em quando pergutava:
- Isso tá certo? É assim que se faz?
E ia perguntando, mais, mais e mais. Tirando dúvidas.
Quando eu me dei conta estava lá, fazia meia-hora, dando aula de alongamento para ele. E ensinando exercícios novos. Acho que vou começar a cobrar. Quem sabe não abandono o jornalismo e troco pelo alongamento? Pior, perdi a novela.

passeio por moema

Ontem depois do almoço, fomos passear por Moema. Bairro horrendo, odioso, cheio de queridas, e lojinhas. Entramos na loja de sapatos, e viramos duas Imelda... compramos mmmuuuuuiiitoooss sapatos. Depois fomos passear pelas travessas, e ai,começou a bagunça. Quem conhece VH sabe do que ela é capaz, entra-se na loja e a mocinha vem super atenciosa, qual o seu nome? claro que ela disse o meu para ela e o dela para mim, e ai foi, até que veio uma moça que se disse quase sensitiva para descobrir quem era quem. Claro que ela errou, mas ficamos super impressionadas com a certeza dela, o erro, e claro que confirmamos que ela tinha acertado. Rimos muito e quando percebemos já eram quase seis da tarde, fomos embora rindo e com a certeza de que tinhamos feito o melhor programa do ano.

quinta-feira, 10 de maio de 2007

Eu era a sua empregada terça

Terça-feira tinha que ligar para um dos meus clientes. No último trabalho tinha pintado um estresse, a fulana que sempre foi fofa e educada foi grossa, e aquele grilo falante da intuição me soprou: vai melar. Na troca de e-mails duros deixei a frase "mas vc sempre pode escolher outra pessoa". Trabalhinho era bom, dinheirinho bom, pagamento todo mês. Mas eu senti: vai melar. Liguei para a fofa que veio com aquele papinho pé na bunda:
Ela: Vc sabe que a gente gosta do seu trabalho, bla bla bla, mas bla bla bla, mas bla bla bla.
Eu: Tá bom.
Ela: Mas bla bla bla, mas queremos chamar uma jornalista especializada no assunto bla bla bla
Eu: Então tá.
Ela: bla bla bla bla bla bla
Eu: Não precisa explicar.
Ela: Precisa sim porque bla bla bla bla
Eu: Então tá. Tchau. Beijo.
Desliguei o telefone com aquela cara de bunda que a gente fica depois desse pé. Estava mais dura, sem o acerto do contador, aviso "breve", nada. Saco. Tenho de correr atrás de outro. Saco.

quando a gente entende tudo o mundo fica menor

Tarde fria, tv ligada, um monte de bobagens ditas (na tv) , aí eu descubro o que já sei, e já sabia que tinha que fazer hoje: "mandar a empregada embora!" ai ai ai que saco. As contas já estão prontas, feitas no RH, com especialistas, para evitar futuras surpresas juridicas! ai ai ai, lá vou eu ... mas daqui a pouco. Tô enrolando desde cedo, quero que deixe o jantar pronto, a roupa passada, já que vou pagar! ai ai ai ai. Acho pior que tomar um pé, é dar um pé. Por que ela não saca? pede as contas? acho que quer o aviso "breve"(prévio).
Acabo de ouvir que quando entendemos alguma coisa que não sabiamos, o mundo fica menor, encolhe (!) será? disseram que a coisa deixa de ser estranha, fica conhecida, e o mundo encolhe. Não sei se está muito frio, e o meu QI encolheu, mas não saquei muito bem.
Tá cheirando GÁS, acho que a empregada sacou que vai embora e vai explodir a casa. Saco. Tô louca pra sair, o Papa está em São Paulo, o trânsito ta parado, mandam quem não precisa sair, ficar em casa. Eu quero sair, sumir, não despedir. Mas aqui vou eu. Coragem.

quinta-feira, 3 de maio de 2007

a lua caiu

Era a lua cheia mais poderosa do ano. E na beira das praias as pessoas esperavam ela pular para fora do mar e traçar aquela trilha de prata sobre as águas. A bola vermelha foi surgindo, virando cor de laranja, amarelando, e quando estava a um palmo (mais ou menos) da linha do horizonte - puff! se desprendeu o céu e caiu atrás do horizonte.
Ohhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh! ouviu-se por todas as praias do mundo.
Quem estava molhando os pés nas ondas, correu pelo caminho de prata pra ver se dava tempo de alcançar a lua.
Quem estava na terra sentiu medo, depois tontura. E aquela bola mundo foi rolando, tombando, e ficou de ponta cabeça. O que era céu virou chão, água; o que era gente flutuou nadando pelo universo; o que era bicho virou pássaro. E vice-versa.
Andando com as mãos, a cabeça pendendo e as pernas para o ar, as pessoas sairam como baratas tontas procurando a lua. Tinham de encontrar uma solução para as coisas voltarem para o lugar.
Precisavam encontrar a lua.
(pensamentinho macabro de lua cheia. Trancoso, 2 de maio de 2007)