Não sou petista. Nunca fui. E para ser sincera tenho profunda antipatia pelo Partido dos Trabalhadores. Mas tenho vontade de entrar em contato com o marqueteiro da candidata a prefeita Marta Suplicy e perguntar: "o senhor está fazendo campanha para o Kassab?". Qualquer pessoa com dois neurônios percebe que a campanha se debate como um afogado em estratégias pífias.
Começando pela musiquinha: ela fala do Kassab, e só depois de chamar atenção para o nome do candidato cita defeitos. Nessa altura você já não está mais prestando atenção porque o som é chato. O finalzinho de uma das músicas fala algo como "voltar a ser feliz", quem viveu quatro anos sob a gestão da Marta não foi feliz, e se lembra bem disso. É só conversar com um motorista de taxi. Só os xiitas se recusam a mudar de idéia. Enquanto que o Democrata canta sorria, sorria... outro astral.
Achar que a figura do presidente é lastro pode dar certo no Nordeste, nunca em São Paulo, cidade cosmopolita que não vive mais na era do voto do cabresto. Essa é uma leitura antiquada do comportamento paulistano.
E mais: atacar o adversário com argumentos como "não ser casado e não ter filhos" é tão absurdo quando sugerir que ele seria gay. Desde quando marido e filhos são garantia de caráter? Nossa ex-prefeita foi casada, tem filhos e netos e portou-se horrivelmente mal quando usou o senador como escada política e trocou o marido pelo amante argentino. Ou preferência sexual é sinal de incapacidade administrativa. Se existem suspeitas sobre a masculinidade até do presidente americano Franklin Roosevelt, falar uma bobagem dessas ou é sinal de burrice, ou suicídio político.
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
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