Sou bem vagabunda quando o assunto é novela. Adoro. Quando a primeira tevê chegou em casa, ficava grudada na Tupi e, confesso!, ouvia novela num radinho de pilha todas as tardes, naquela horinha depois do almoço quando as crianças eram obrigadas a dormir. Virou vício. Qualquer uma me pegava.
Foi aquela favela horrorosa, com aqueles atores e cenários medonhos e personagens que não faziam sentido que devolveu o horário das oito. Ainda gostava de Beleza Pura, às sete horas. Novela das seis nunca vi. Agora são as três insuportáveis irmãs e aqueles projetos de surfista seguidos pela igualmente medonha novela das nove que me jogaram de boca nos seriados.
Vejo todos: inteligentes, babacas, divertidos, adolescentes, históricos, familiares, investigação, (os violentos-burros-de-algum-lugar-do-futuro eu detesto). Assisto na tevê mas prefiro a imersão no DVD. Estou apaixonada pelos olhos azuis e pelo inacreditável senso-de-humor-malvado do dr. Gregory House. Ontem quando vi que tinha chegado o box da quarta-temporada na locadora, pirei. Fui dormir à 1h30 da manhã. Ele é como um bom livro, merece.
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
saudades
Nunca fui saudosista. Pelo contrário. Sempre achei que a vida anda para frente, que não adianta chorar o leite derramado (depois que derramou) e que o lugar do passado é lá onde ele está: no passado. Mas hoje me peguei nostálgica, olhar perdido nos faróis da rua, ouvindo um CD de músicas muito antigas, trilha sonora dos primeiros anos de adolescente. Senti saudades da minha mãe que traduzia as letras das músicas que eu amava, do meu pai que conseguia entender a beleza de McArthur´s Park, da emoção singela que sentia ao ouvir aquelas músicas, e da inocência de acreditar que a vida seria romântica do jeito que eles cantavam. Por um minuto desejei que uma força superior atendesse os meus pedidos e que eu voltasse a acreditar em finais felizes. E então percebi o tempo que se passou entre os dois momentos e que nada mais será como antes. Me dei conta que acabei de perder meu pai, que já não tenho mãe, e que o amor talvez não seja como ainda hoje eu quero acreditar que seria. Sou uma romântica que acredita em pensamento mágico. E não sei dormir com um barulho desses.
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
matracas de plantão
Outro dia li na revista Nova uma lista de ins e outs bobinha mas com um item curioso:
in - falar de vc
out - não deixar os outros falarem
OK! acho que falar sobre a gente é muito chato, ninguém é tão interessante que mereça ser tema de monólogo, a não ser quando perguntado. Mas é "menos pior" do que matraquear sem parar.
E pergunto: por que tem gente que fala sem parar, corta os assuntos, interrompe, não escuta e fala ao mesmo tempo? Será que eles se acham mais interessantes? Não estão nem aí para os outros? Entram nos assuntos como em uma competição de Fórmula 1, quanto mais rápido melhor? Ou, como aponta um teste da mesma revista, fazem de um tudo para estar no palco?
Sei lá.
in - falar de vc
out - não deixar os outros falarem
OK! acho que falar sobre a gente é muito chato, ninguém é tão interessante que mereça ser tema de monólogo, a não ser quando perguntado. Mas é "menos pior" do que matraquear sem parar.
E pergunto: por que tem gente que fala sem parar, corta os assuntos, interrompe, não escuta e fala ao mesmo tempo? Será que eles se acham mais interessantes? Não estão nem aí para os outros? Entram nos assuntos como em uma competição de Fórmula 1, quanto mais rápido melhor? Ou, como aponta um teste da mesma revista, fazem de um tudo para estar no palco?
Sei lá.
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