segunda-feira, 21 de maio de 2007
minha cabeça encolheu
Estava lavando o rosto, me olhando no espelho, quando percebi: minhas orelhas estão enormes. Se minha sábia mãezinha não tivesse me operado os abanos em adolescente, poderia dizer que sou um morcego. Ou o papa. Teoria que nós desenvolvemos ao procurar no jornal o sucessor do João 23. "Quanto maior as orelhas, maiores as chances". O Paulo 6 tinha orelhas imensas. Os João Paulo também. E minha avó. Naquele momento, tudo o que eu queria era não enxergar de perto, para não ver a realidade. Mas eu vejo de perto muito bem. Sempre ouvi que "as orelhas e o nariz são as únicas partes do corpo que não param de crescer nunca". Qual será o fim disso? Diria minha avó, a das orelhonas. Será que minha cabeça vai continuar a encolher e as orelhas, crescer? Será que vou virar uma velha Pincher? E se o cabelo cair, como escondo as malditas? Por outro lado, sempre posso sair voando, batendo toda alegre minhas orelhas.
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