quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

perda

Ontem morreu o Dudu, 26 anos, iatista premiado, coração ingênuo de tão puro. Foi atropelado pelo trânsito da cidade, pelos imbecis que se divertem tirando fininha de ciclistas. Ia pedalar no parque com uma amiga e não voltou para casa. Não tive filhos por medo da dor, não do parto mas da perda. Hoje senti a dor da Ana, a mãe, ao ver o filho ser levado num caixão. Aquele ai vinha da alma, do ventre. E ercebi que essa é aquela dor que fica sentada ao pé da cama, vigilante, esperando você acordar para te lembrar que ela sempre vai estar lá, como aquela avó paciente e querida, que lê histórias quando os netos tem febre, e se cala quando eles dormem.

Um comentário:

Rê Gallo disse...

Eu, com hormônios revoltos, não posso ler isso...