quarta-feira, 27 de junho de 2007

Balzac e o burrinho

Um certo senhor, de uma certa proeminência (imagino eu), assessor disso e daquilo, me pede para trocar o título Balzaquiana de uma matéria sobre uma empresa que faz 30 anos.

- Por que? pergunto eu
- Parece pejorativo, responde ele
- Mas a mulher de Balzac era madura, bela, charmosa, inteligente. Trata-se de um elogio, argumento eu
- Não sei... divaga ele
- Você leu Balzac? pergunto eu
- Não, responde ele levissimamente vexado

(o tempo passa, e ele volta ao assunto)

- Precisamos trocar aquele título, diz ele
(eu defendo Balzac e sua bela trintona veementemente mais uma vez)
- Trata-se de um possível cliente que pode ficar ofendido, argumenta ele
- E além do mais, completa, o título não tem relação com a matéria que conta a trajetória de uma loja que faz trinta anos...

(eu caio desmaiada e me pergunto: será que como aquele namorado garoto de uma amiga minha trintona, ele também acha que balzaquiana é um baú pequenininho?)

desmaio de novo...

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