Segunda-feira, 11 horas da manhã, eu deitada no divã, um pouco sem assunto - geralmente eu tenho muito -, e falando sobre o workshop do sábado e blá, blá, blá. Silêncio. Blá, blá, blá.
- Dormiu, dra.?
Silêncio.
- Dormiu, dra.?
Silêncio.
(já tinha me acontecido antes e ela sempre respondia: não, estou aqui, prestando atenção)
Silêncio.
Viro pra trás e ela, a dra., está encorujadinha, de olhinhos fechados, tirando uma pestana. Comento uns três decibéis mais alto:
- Você está dormindo! Eu já chamei três vezes...
Ela abre os olhos assustada e vai dizendo: não, estou aqui... quando se dá conta de que eu estou olhando pra ela. Peguei ela na contravenção. Não tem como fugir: ela dormiu. Mas não se entrega, diz que costuma fechar os olhos.
A sessão perde o pé, eu perco o fio da meada, ela tenta salvar a situação mas não tem noção do que eu estava falando, vai tentando meio manca reverter o prejuízo, mas não se entrega.
A sessão acaba. Eu me despeço.
Boa noite, dra.!
segunda-feira, 23 de abril de 2007
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Um comentário:
nao foi só a sua,o do paulinho dormiu fundo,de roncar,ele nunca mais voltou la,e saiu se achando o cara mais chato do mundo!!!hahahahahaha
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